3 de julho de 2010

Obra de Schmidt é discutida na OAB

             A mesa redonda sobre a obra de Afonso Schmidt realizada na noite do último dia 01/07 na sede da subsecção de Cubatão da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB foi uma verdadeira viagem ao passado, através de histórias pitorescas contadas pelos componentes da mesa e por ilustres convidados. O evento fez parte da 35ª Semana Afonso Schmidt que foi criada em 1972 pelo ex-prefeito Zadir Castelo Branco, mas que só foi oficializada em 1975, segundo Dojival Vieira, um dos presentes. Comporam a mesa o advogado e ex-presidente da subsecção de Cubatão da OAB, Manoel Herzog, o artista polivalente, Cícero Gilmar Mendes, o jornalista da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Cubatão, Alessandro Atanes e o ator e poeta, Natan Alencar. Foi convidado a compor a mesa o professor de História da Ong Educafro, Luís, que entre uma fala e outra declamou poemas de Schmidt: “Eu sempre digo que não faço declamação e sim reclamação”, conta o educador. A ausência sentida foi do escritor cubatense, Marcelo Ariel, que constava na relação dos componentes da mesa.
              Herzog deu início aos trabalhos fazendo um comentário sobre o contraste entre a riqueza e a falta de melhorias na cidade: “Só não consigo entender como uma cidade com o orçamento que tem, que só o da Saúde é maior que o de São Vicente, não tem uma faculdade municipal, uma escola de tempo integral”. A platéia que no início tinha um Número pequeno para um evento desse porte foi aumentando aos poucos, com a chegada de um grupo de poetas de Santos. Pessoas ilustres e influentes da cultura cubatense também estavam presentes como o jornalista, poeta e ex-vereador, Dojival Vieira que também é advogado, o diretor de teatro e atual presidente do Conselho de Cultura, Ivan da Conceição, o escritor e chefe da Biblioteca Central, Welington Ribeiro Borges e o poeta e advogado, Marcelo Portuária.
            Dojival Vieira que teve uma participação destacada no encontro, mesmo estando como espectador, comparou Schmidt ao maior escritor brasileiro: “Ele me lembra em muito a Machado de Assis”. Vieira que é citado no livro “Afonso Schmidt – Escritor da Alma Brasileira” de autoria de Francisco Rodrigues Torres e Welington Ribeiro Borges foi o vencedor do primeiro e único “Prêmio Nacional Afonso Schmidt de Redação” e fez um apelo: “Eu queria aproveitar esse encontro para pedir que retornem o Prêmio Nacional Afonso Schmidt”. O escritor lembrou que além do prêmio em dinheiro estava prevista a publicação de um livro, fato que jamais ocorreu e ouviu palavras de incentivo do poeta Natan Alencar: “Seria uma questão de honra lutar pela publicação dessa obra”. Para finalizar Dojival Vieira e Marcelo Portuária recitaram poemas que arrancaram aplausos do público presente. O presidente da casa, o advogado André Simões Louro, se despediu de todos e disse que a entidade estará sempre de portas abertas para a comunidade.

Ilustração: AndreHQ Quadrinhos.

2 comentários:

  1. Parabenizamos a OAB pela iniciativa, e que ela tenha sempre continuidade, popis falar de Afonso, em cubatão, é quase uma obrigação cultural!
    Muito ainda tem que ser falado, e contado, sobre Afonso Schmidt, pois o que se sabe do escritor, é 10% ou menos de sua vida. Mas há de se ter cuidado, em não colocar inverdades, em livros escritos sobre Schmidt, baseado somente no Ouvir dizer, coisa frequante. A obra de Afonso, devia sim, ser reeditada por inteiro, mas há os problemas decorrentes de Direitos Autorais fracionados ( entre duas partes da familia) e isso dificulta em muito acertos. Parabenizamos todos os presentes, e que se continue a fazer encontros desta natureza!
    O Anacoluto Cubatão

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  2. Estive presente neste evento maravilhoso,eantei-me com o banho de cultua literário que recebi dos intelectuais e atores que compuseram aquela distinta mesa redonda. Destaque para as explanações do escritor Manoel Herzog que fez um paralelo comparativo entre duas cidades,a saber,Zanzalá,cidade ficticia criada por Afonso Chimidth para sua novela que carrega o tilulo do nome desta mesma cidade,e o município de Cubatão.Teria chimidth profetizado uma Cubatão futurista na sua Zanzalá???Afinal o próprio Herzog disse-nos que Chimidth fazia parte de um grupo muito peculiar de poetas,os poetas-profetas. Parabéns pela matéria Facoro.

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