12 de abril de 2011

Quando a violência vai à escola

               O massacre de Realengo nos leva a refletir sobre a subida dos índices de violência no país, que demonstra que ela está mais perto do que se imagina. As várias mortes que tem ocorrido na nossa região, só reforçam essa observação e com ela vem o medo da população de andar nas ruas em horários de pouco movimento. Apesar de que a violência tá tão escancarada que já não existe horário para ela ocorrer, pois antes o período noturno era tido como propício para a ação da criminalidade, e hoje nos deparamos com cadáveres em plena luz do dia.
                A motivação dos assassinatos de Realengo comparada aos assassinatos que ocorreram na região é distinta, mas ambas causam um mal imensurável à sociedade. A ironia da tragédia de Realengo é que há anos ouvimos dizer que a educação é o caminho para frear a violência, que abrindo uma escola você fecha uma prisão – a tragédia aconteceu nas dependências de uma escola causada por um ex-aluno vítima de bullying, o termo da moda. Continuo acreditando que as escolas são espaços ideais de socialização, mas que é necessário repensá-las dando uma atenção diferenciada aos alunos que não possuam uma boa base familiar, que é a verdadeira escola do nosso cotidiano.




10 de abril de 2011

SIP entrega documento contra obrigatoriedade do diploma para jornalista

              A SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), entidade que reúne donos de 1.300 jornais das Américas, irá pedir ao Congresso brasileiro que não aprove a lei que torna obrigatório o diploma de jornalista para o exercício da profissão, informou a Folha de S.Paulo. O pedido está em um documento sobre liberdade de imprensa no Brasil, aprovado ontem, sábado (9), durante encontro do grupo que aconteceu em San Diego, na Califórnia nos EUA. A entidade patronal aproveitou para criticar o ex-presidente Lula, no trato com a mídia. A presidente Dilma foi elogiada. A SIP é uma organização sem fins lucrativos, da qual a Folha de S.Paulo e outros jornais brasileiros fazem parte.


Fonte: http://www.ojornalista.com.br/



Salários estratosféricos

            O aumento dos vencimentos dos vereadores cubatenses que forem eleitos na eleição de 2012 aprovado na sessão da Câmara do dia 29-03, que eleva o salário de cada parlamentar para R$ 10.000,00 (dez mil reais) pode ter dado início a maior corrida em busca de uma das vagas para o legislativo cubatense. O número de candidatos com certeza será recorde na história do pleito, e não importa se o candidato está preparado para exercer a função que é de vital importância para os rumos da cidade. A busca por candidatos bons de voto em prejuízo a candidatos mais preparados fazem com que os partidos estejam de portas abertas para todos.
            Outra consequência que mancha mais ainda a imagem dos parlamentares, seja ele vereador, deputado ou senador, é o fato dos salários dos trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos sofrerem aumentos insignificantes em comparação aos dos edis, ou seja, pimenta nos olhos dos outros pode.



8 de abril de 2011

Abaixo-assinado em apoio às PECs do diploma de jornalista

               Assine e divulgue! Cresce a adesão ao abaixo-assinado em apoio às PECs - Propostas de Emendas à Constituição que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, restabelecendo a obrigatoriedade do curso superior específico de jornalismo para o exercício da profissão de jornalista.  A campanha ganha, também, dimensão internacional. A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e a Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (FEPALC) estão distribuindo o Manifesto de Apoio às PECs dos Jornalistas entre suas entidades filiadas, nas versões em inglês e espanhol.

Abaixo-assinado de cidadãos em apoio às PECs do diploma de jornalista

Para:  Deputados e Senadores

             Nós, cidadãos abaixo assinados, expressamos nosso apoio às Propostas de Emendas à Constituição que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, restabelecendo a exigência do curso superior específico de jornalismo para o exercício da profissão de jornalista. A PEC 33/2009, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares e relatoria do senador Inácio Arruda, e a PEC 386/2009, de autoria do deputado Paulo Pimenta e relatoria do deputado Maurício Rands, por um lado resgatam a dignidade dos jornalistas brasileiros e contribuem para a garantia do jornalismo de qualidade. Por outro lado, as PECs estabelecem o local adequado para a discussão extemporânea, promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que, a serviço das grandes empresas de comunicação do país, prestou um desserviço à sociedade brasileira ao desregulamentar a profissão de jornalista.
             O parlamento brasileiro responde adequadamente, sintonizado com a opinião pública, a um processo de judicialização da vida nacional, com caráter nitidamente conservador. Nós, cidadãos abaixo assinados, apostamos na independência e na vocação democrática do parlamento para reverter uma decisão nitidamente obscurantista do STF, que tem como único objetivo atingir a profissão de jornalista e a sua capacidade de expressar a liberdade de expressão prevista na Constituição Brasileira. Para assinar acesse o site http://www.ojornalista.com.br/.

Fonte: www.ojornalista.com.br





4 de abril de 2011

Contaminação nuclear no Japão

                No começo desta semana, uma equipe de ativistas e cientistas do Greenpeace foi à região próxima a Fukushima, no Japão, para investigar os reais níveis de radiação decorrentes do acidente nuclear. O resultado não é nada bom. Jacob Namminga, um dos integrantes de nossa equipe, mandou seu relato via Skype no dia 26 de março:“Estamos em Yonezawa, 45 km a noroeste de Fukushima. Trouxemos bastante comida de Osaka para evitar os alimentos produzidos por aqui, especialmente o leite, por conta do alto teor de contaminação.
                 Ontem estivemos em um abrigo onde estão 500 pessoas, 300 delas refugiadas da radiação. Durante o dia os aparelhos de medição de radiação ficam ligados e o alarme soa o tempo todo avisando de níveis altos de radiação. As paisagens montanhosas deste lado do Japão são muito bonitas, pena que o olhar sempre se desvia para o medidor de contaminação”.
                 Dias depois, nossa equipe trouxe os primeiros resultados do trabalho. Na cidade de Iitate, a 40 km da usina, eles detectaram níveis de radiação acima do que é considerado seguro para seres humanos. O alerta foi confirmado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no dia 31 de março, porém o governo mantém a área de evacuação somente a 20 km da usina, colocando a saúde de seus cidadãos em risco grave. O Greenpeace continuará na área avaliando os impactos do acidente.
                 Aparentemente o descaso com a população é comum na realidade japonesa tanto quanto é na brasileira. Aqui, o governo se recusa a repensar o programa nuclear brasileiro e mantém comunidades próximas das usinas Angra 1 e 2 sob ameaça – além de continuar o plano de construir ali uma terceira usina e outras no Nordeste. Isso no país com um dos maiores potenciais de geração de energia renovável do mundo. Mais de 18 mil pessoas já assinaram a petição pedindo à presidente Dilma que pare o investimento em energia nuclear e opte por fontes renováveis, como vento e sol. Precisamos fortalecer nossa mensagem e dizer a ela que nós, brasileiros, não precisamos de nuclear. Assine a petição.

Ricardo Baitelo
Coordenador de campanha de energia Greenpeace Brasil