20 de março de 2013

Albergue Municipal


            Os desabrigados dos bairros atingidos pelas enchentes do dia 22/02 em Cubatão, até hoje não tiveram uma solução definitiva. Fato que levou muitos aos desespero a ponto de acamparem literalmente as portas do Paço Piaçaguera. A revolta por causa da demora em resolver o problema fez até alguns desabrigados protagonizarem cenas de puro vandalismo. Pessoas morando em escola, centro esportivo nos faz recordar de um projeto de lei do ex-vereador Paulo Tito, que foi engavetado: a criação de um albergue municipal. A rejeição do projeto foi que alguns consideraram que os albergues existentes como a Casa de Emaús e a Casa do Bom Samaritano seriam suficientes para dar conta da demanda de moradores de rua da cidade. Hoje tenho notícia de que a Casa do Bom Samaritano encerrou as suas atividades.
              Entendo que um albergue por maior que fosse não comportaria tantas pessoas, como as que ficaram desabrigadas, mas ao menos seria um local mais apropriado e com melhores condições para abrigar uma parte dessas pessoas. Claro que para a situação atual que exige urgência, não resolveria, principalmente pela atual e questionável crise financeira que passa a Prefeitura de Cubatão.

3 de março de 2013

Água Fria – Tragédia na Serra


               A tragédia no Bairro da água Fria ocorrida na tarde de sexta-feira (22/02) depois de 2 horas de fortes chuvas que obrigou a abertura das comportas da Represa Billings, alagando o bairro de Cubatão que fica próximo a área de mananciais, situado no Parque Estadual da Serra do Mar causando uma grande comoção. Além da Água Fria outros bairros da cidade também sofreram com os alagamentos devido a grande quantidade de chuva, que acabou não dando a vazão necessária na rede de drenagem. Contudo a Água Fria foi a localidade mais atingida, onde mais de 1.000 pessoas ficaram desabrigadas.
            A comoção é geral ao ver famílias inteiras que perderam tudo alojadas no Ginásio de Esportes da cidade, sem saber para onde ir. Quem acompanhou a luta dessa comunidade para permanecer nas suas casa imagina a dor que muitos deles estão sentindo, ao se verem obrigados a abandonarem os seus lares da pior forma. O que dizer num momento de tanta tristeza, além de ter que conviver com a certeza de que tudo poderia ter sido evitado?
            A dor do vereador debutante, Ivan Hildebrando, presidente da Associação de moradores da Água Fria que tanto lutou para que a sua comunidade permanecesse, pois o bairro é mais antigo que o Parque Estadual onde se encontra. O momento agora é de ação no sentido de reconstruir a vida dessas pessoas que vivem num país, onde na sua Constituição consta que o salário mínimo tem que permitir que aquele que o recebe possa arcar com alimentação, vestuário, lazer e moradia entre outras coisas. Será que irão tentar alterar a Constituição, assim como tentam fazer com a Lei Orgânica local? Pois vivemos num país de leis, onde muitas não são obedecidas nem pelos próprios governantes assim como os legisladores.