30 de julho de 2011

Sindicato dos Jornalistas interrompe negociações com patrões

                Sem respeito, sem negociação. Esta foi a mensagem que o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo emitiu para os representantes patronais do Interior, na manhã desta quinta-feira, dia 28 de julho, durante novas rodadas de negociações. O Sindicato apresentou nova proposta para Capital e interrompeu a negociação no Interior em protesto à demissão do dirigente sindical Carlos Eduardo Luccas Castro, do Jornal de Piracicaba, ocorrida na semana passada.Durante a rodada, os diretores entregaram aos representantes dos jornais de Bauru, Jundiaí e Campinas, entre outros, carta solicitando a reintegração do dirigente ao seu posto para retomar a negociação da campanha salarial. Na última quarta-feira, 27 de julho, o Sindicato realizou manifestação pública no centro da cidade de Piracicaba para protestar contra a demissão do sindicalista.
                 Em 2011, para a campanha salarial do Interior o Sindicato criou o Plano de Mobilização com objetivo de pressionar avanços na negociação com os patrões. Diretores estão visitando as redações para falar sobre pauta de reivindicações e para apurar os problemas enfrentados no dia-a-dia dos profissionais. Até o momento, já foram visitadas as redações das cidades de Jundiaí, Piracicaba, Santos, Ribeirão Preto, Bauru e São José do Rio Preto. Os empresários do Interior ofereceram reajuste de 7% no piso salarial, o que elevaria seu valor a R$ 1.704,51 por 5 horas de trabalho e índice de reajuste de 6,5% para os demais itens.

                                                      Negociação na Capital

              O Sindicato dos Jornalistas também informou que o plebiscito realizado na categoria rejeitou a última proposta patronal de reajuste de 6,5% para os salários até R$ 10 mil e 5,5% para quem ganha acima deste valor - INPC do período de 6,44%, com o piso passando a ser de R$ 2.066,10 para jornada de 5 horas de trabalho. Na ocasião, o Sindicato aceitou todas as cláusulas sociais e reiterou a necessidade de aumento real e o fim da divisão do reajuste em duas faixas. Para o presidente do Sindicato Profissionais no Estado de São Paulo, José Augusto Camargo (Guto), o avanço está na unificação do reajuste para todas as faixas e, principalmente, na incorporação de aumento real nos salários - até então ignorado pelo patronato.
             "No ano passado, conquistamos aumento 0,5%, portanto não podemos retroceder e aceitar uma proposta sem aumento real algum. Agora, nossa luta além da manutenção de reajuste com aumento real é elevar o índice conquistado em 2010", explica o presidente do Sindicato, José Augusto Camargo (Guto). A entidade patronal ficou de analisar a reivindicação solicitada pelo Sindicato e apresentar sua resposta na próxima semana.




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