3 de agosto de 2011

Deputado propõe seguro de vida de 545 mil para jornalistas

               A Câmara Federal analisa o Projeto de Lei 239/11, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que obriga as empresas jornalísticas a contratar seguro de vida, com cobertura relativa a riscos de morte e invalidez, para jornalistas profissionais transferidos para áreas de conflito. A proposta prevê apólice de, no mínimo, mil salários mínimos (atualmente, R$ 545 mil) para assegurar ajuda financeira aos familiares em caso de acidente. O texto é idêntico aos PLs 5177/05, do ex-deputado Celso Russomanno; e 6078/02, do ex-deputado Wigberto Tartuce. Aprovadas pela Comissão de Seguridade Social e Família, as propostas foram arquivadas ao final das respectivas legislaturas. Sandes Júnior argumenta que a transferência de profissionais para outros países é uma exigência no mundo globalizado. “É cada vez mais freqüente a necessidade de enviar jornalistas para outras localidades, a fim de possibilitar uma cobertura em tempo real”. Ele acrescenta que, muitas vezes, esses trabalhadores enfrentam situações de perigo e violência, no esforço por adquirir as melhores informações de maneira mais rápida.

A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43).

Tramitação

               O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em alguns Estados, como no Ceará, os jornalistas de veículos impressos e de mídia eletrônica já têm assegurado o seguro de vida em suas respectivas Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs). Em caso de acidentes de trabalho que resultarem em morte ou invalidez permanente, os empregados de jornais e revistas do Estado têm direito a um valor mínimo de R$ R$ 33.015,57. Para os jornalistas de rádio e TV, o valor mínimo do seguro é de R$ R$ 42.799,77. “O Sindjorce apoia o projeto do deputado Sandes Júnior, bem como todas as iniciativas parlamentares que objetivem a segurança dos trabalhadores no exercício da profissão e de suas famílias”, afirmou a presidente em exercício da entidade cearense, Samira de Castro.

Fonte: http://www.ojornalista.com.br/







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